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Introdução ao estudo das divisões do Antigo Testamento

A Bíblia é um dos textos mais influentes na história humana, especialmente o Velho Testamento, que abrange ricas narrativas, leis, profecias e poesia.

O estudo do Velho Testamento, frequentemente referido como o Antigo Testamento, é uma jornada fascinante que revela não apenas a história do povo de Israel com seu Deus, mas também aspectos culturais, políticos e sociais de épocas passadas.

O Velho Testamento é uma tradição dividida em várias partes, cada uma com características específicas e contribuições únicas para o conjunto da Bíblia.

Estas incluem o Pentateuco, os livros históricos, proféticos e poéticos. Cada divisão desempenha um papel crucial na narração da história do povo de Israel, suas interações com Deus e suas expressões de fé e vida cotidiana.

Neste artigo, examinaremos cada uma dessas divisões, explorando suas características, origens e contribuições para o entendimento do Velho Testamento na totalidade.

Aprofundaremos nosso conhecimento sobre a diferença entre os termos “Antigo” e “Velho” Testamento, a origem dessas expressões, e a relevância de cada divisão para a compreensão global da mensagem bíblica.

Existe diferença entre os termos Antigo e Velho Testamento?

A terminologia “Antigo Testamento” e “Velho Testamento” frequentemente gera confusão. Embora os termos sejam usados ​​de forma intercambiável, historicamente, “Velho Testamento” pode carregar uma conotação de desuso ou inferioridade, contrastando com o “Novo Testamento”.

Por outro lado, “Antigo Testamento” reflete mais respeito e reconhecimento da sua autoridade e relevância contínua.

No cristianismo, o “Antigo Testamento” é visto como a base sobre a qual o “Novo Testamento” se constrói, contendo profecias e prefigurações de Cristo. Para o Judaísmo, esses livros são específicos da Bíblia Hebraica ou Tanakh, sendo uma escritura sagrada, sem o complemento de um “novo” testamento.

Teologicamente, é importante considerar que, embora o “Antigo Testamento” seja anterior ao “Novo”, ele permanece vital para compreender o plano e o caráter de Deus, como revelado em toda a Bíblia. A terminologia deve refletir respeito e valor igual para ambas as partes da Escritura.

Quem criou os termos: Antigo e Velho Testamento?

A origem das expressões “Antigo Testamento” e “Velho Testamento” remonta aos primeiros séculos do cristianismo. O termo “Testamento”, do latim ‘testamento’, tradução do grego ‘diatheke’, significa aliança ou acordo, refletindo a visão da primeira aliança feita por Deus com a humanidade.

Figuras proeminentes da igreja primitiva, como Irineu de Lyon e Tertuliano, foram fundamentais na promoção do uso destes termos. Eles viam o “Antigo Testamento” como uma preparação para o advento de Cristo, enquanto o “Novo Testamento” era a realização dessa promessa.

Ao longo dos séculos, a terminologia evoluiu, refletindo mudanças teológicas e culturais. O termo “Velho Testamento” surgiu posteriormente, em alguns contextos, como uma forma de diferenciar ainda mais as duas partes da Bíblia, embora a preferência moderna seja pelo uso de “Antigo Testamento” devido à sua conotação mais neutra.

O pentateuco

O Pentateuco, demonstra o princípio de todas as coisas, incluindo a história de Israel. Composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio), é considerado o alicerce da fé judaico-cristã. Ele narra a criação do mundo, a história dos patriarcas, a escravidão no Egito, o êxodo e a entrega da Lei no Sinai.

Estes livros não apenas relatam eventos significativos históricos, mas também estabelecem a Lei Judaica, incluindo os Dez Mandamentos (Êxodo 20:1-17), que formam a base moral e espiritual tanto para judeus quanto para cristãos.

Tradicionalmente atribuídos a Moisés, esses textos foram objeto de estudos críticos que exploram sua composição e autoria. Independentemente das questões de autoria, o Pentateuco permanece central para a compreensão da relação entre Deus e a humanidade, enfatizando temas como pacto, promessas e exceções divinas.

Os livros históricos

Os livros históricos, descreve o desenrolar da história do povo de Israel, sua composição, incluem os livros de Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester, descrevem a conquista da Terra Prometida, o estabelecimento do reino de Israel, suas divisões e cativeiro.

Esses livros destacam figuras importantes como Josué, Samuel, Davi e Salomão, e como seus reinados e ações impactaram a história de Israel. Eles revelaram uma época de transição, de uma teocracia tribal para uma monarquia estabelecida.

Além de sua importância histórica, esses livros oferecem lições morais e espirituais. Eles demonstram como fidelidade ou infidelidade a Deus influenciou o destino de Israel, operando como um espelho para os desafios e esperança de todas as comunidades de fé.

Os livros poéticos

Os livros poéticos, incluindo Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cântico dos Cânticos, oferecem uma janela para a alma humana em sua busca por Deus. Eles expressam uma gama de emoções humanas, desde o entusiasmo extático até a profunda angústia e dúvida.

Enquanto Jó explora o problema do sofrimento, os Salmos fornecem um modelo de oração e louvor. Provérbios e Eclesiastes refletem sobre a sabedoria prática para a vida cotidiana e a busca por significado, respectivamente.

O Cântico dos Cânticos celebra o amor, muitas vezes interpretado tanto em um sentido literal quanto simbólico, representando o amor entre Deus e seu povo.

Esses livros destacam a relação pessoal e íntima que os fiéis podem ter com Deus. Eles incentivam a honestidade nas emoções humanas prestativas o divino, abrangendo desde a gratidão e alegria até a tristeza e o lamento, refletindo a jornada da fé em todas as suas nuances.

Os livros poéticos são notáveis ​​pela sua rica diversidade literária. A poesia hebraica, com sua estrutura paralelística e uso de metáforas, desempenha um papel crucial na comunicação de verdades espirituais e na expressão de devoção religiosa.

Os livros proféticos

Os livros proféticos, divididos em ‘Profetas Maiores’ (Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel) e ‘Profetas Menores’ (doze livros menores, de Oséias a Malaquias), são coleções de oráculos, visões, advertências e promessas dados por Deus através de seus mensageiros.

Esses textos frequentemente alternam entre mensagens de julgamento contra a infidelidade e a injustiça, e promessas de restauração e esperança. Eles refletem os desafios enfrentados por Israel e Judá, especialmente em relação à idolatria e injustiça social.

Muitos desses oráculos são vistos, na tradição cristã, como prefigurações de Cristo e seu reino. Além disso, apresentou-se significativamente para a escatologia bíblica, apresentando visões sobre o fim dos tempos e a promessa de uma nova terra.

Conclusão

O Velho Testamento é um mosaico de textos que, juntos, formam um retrato complexo e multifacetado da relação de Deus com seu povo. Desde a lei e a história até a profecia e a poesia, cada divisão contribui para uma compreensão mais profunda do caráter de Deus e de sua interação com a humanidade.

A relevância do Velho Testamento vai além do seu contexto histórico. Suas lições sobre fé, moralidade, justiça e a natureza humana continuam a ser obrigatórias para os leitores contemporâneos, independentemente de sua tradição religiosa.

Para os estudantes da Bíblia, o Velho Testamento é essencial não apenas para compreender o Novo Testamento, mas também para apreciar a continuidade e a evolução do plano divino para a humanidade.

Ele oferece uma base sólida para o estudo teológico e espiritual, enriquecendo a fé e a compreensão do sagrado, proporcionando um vislumbre da riqueza e profundidade da tradição bíblica.

Referências bibliográficas

Bíblia. Português. Bíblia de Estudos Almeida. Tradução de João Ferreira de Almeida2ª edição, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

SILVA, Antônio Gilberto da. A Bíblia através dos séculos. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1986.

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