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Principais funções da Igreja

A Igreja, desde suas origens, desempenha um papel muito importante em toda sociedade.

Ao mergulharmos nas Escrituras, especialmente em Atos 2:42-47 e Atos 1:14, observamos um modelo de Igreja que é ao mesmo tempo, comunitária, espiritual e missionária.

A Igreja primitiva, com sua dedicação ao ensino dos apóstolos, à comunhão, ao serviço social, à adoração, ao evangelismo e ao sentimento de pertencimento, oferece um paradigma para a Igreja contemporânea.

Essas funções não são independentes, mas se interligam, formando um tecido coeso que sustenta a vida da comunidade de fé.

Ao examinar cada função, podemos compreender melhor como a Igreja é chamada a atuar no mundo de hoje.

Função de ensinar e discipular

A prática do ensino e discipulado era um pilar central para a Igreja primitiva, conforme descrito em Atos 2:42.

Os primeiros cristãos dedicavam-se assiduamente ao aprendizado dos ensinamentos dos apóstolos, o que fundamentava sua fé e prática.

Este compromisso com o ensino reflete a importância de uma sólida base doutrinária para a vida da Igreja.

O discipulado vai além do mero repasse de conhecimento; é um processo de formação espiritual e moral que molda o caráter do crente à semelhança de Cristo.

Este processo envolve a aplicação prática dos seus ensinamentos no cotidiano, promovendo um crescimento integral do indivíduo.

Função de viver em comunhão

A comunhão é outro aspecto fundamental da vida da Igreja, conforme evidenciado em Atos 2:42.

A comunhão vai além da socialização; é uma expressão de unidade no corpo de Cristo.

Este senso de comunidade é essencial para o suporte mútuo, especialmente em tempos de perseguição e dificuldades.

Através da comunhão, os primeiros cristãos encontravam força e encorajamento para perseverar em sua fé.

Esta prática reforça a ideia de que a fé cristã não é vivida isoladamente, mas em comunidade.

Este aspecto é crucial para o testemunho da Igreja no mundo, demonstrando o amor e a graça de Deus de maneira tangível através das relações entre seus membros.

Função de exercer o serviço social

O serviço social, conforme exemplificado em Atos 2:45, era uma expressão prática do amor e da compaixão cristã.

Os primeiros cristãos não apenas compartilhavam as Boas Novas verbalmente, mas também demonstravam este amor por meio de ações, atendendo às necessidades físicas e materiais de seus irmãos e da comunidade ao redor.

A Igreja é chamada a ser as mãos de Cristo na terra, servindo aos menos favorecidos e buscando justiça para os oprimidos. Este serviço não é opcional, mas uma expressão autêntica da fé cristã.

Ao atender às necessidades práticas das pessoas, a Igreja demonstra o amor incondicional de Deus, atraindo outros para a fé e construindo pontes com a sociedade.

Função de Adoração

A adoração, conforme descrita em Atos 2:46-47, era uma prática diária e coletiva da Igreja primitiva.

Esta não se limitava a um lugar ou forma específica, mas era um estilo de vida que refletia a gratidão e o louvor a Deus por Sua bondade e misericórdia.

A adoração congregava os fiéis em uma expressão uníssona de fé e adoração ao Criador. Esta prática reforça a centralidade de Deus na vida da Igreja e dos indivíduos.

A adoração é um lembrete constante de que Deus é o foco da nossa fé e o motivo do nosso louvor.

Ela nos conecta com o divino, alimentando nossa alma e espírito, e nos fortalece para enfrentar os desafios da vida, a adoração coletiva é um poderoso testemunho para o mundo exterior.

Quando os não crentes observam a Igreja em adoração, eles veem uma comunidade unida pelo amor e reverência a Deus.

Isso pode ser um poderoso atrativo para aqueles que buscam sentido e propósito na vida.

Função de divulgação e evangelismo

O evangelismo era intrínseco à identidade da Igreja primitiva, como evidenciado em Atos 2:47.

A boa notícia do Evangelho era compartilhada não apenas na comunidade de fé, mas também estendida a todos ao redor.

Este zelo missionário reflete o mandato de Cristo para fazer discípulos de todas as nações (Mateus 28:19-20).

O evangelismo é mais do que uma obrigação; é uma resposta natural à transformação experimentada em Cristo.

Compartilhar as Boas Novas é uma expressão de gratidão pela salvação e um desejo de ver outros experimentarem a mesma alegria e liberdade em Jesus.

Além disso, o evangelismo fortalece a Igreja, trazendo novos crentes e renovando o vigor espiritual da comunidade.

Cada testemunho compartilhado e cada vida transformada reafirma o poder do Evangelho e o propósito missionário da Igreja.

Função de pertencimento

O sentido de pertencimento, como descrito em Atos 1:14, era evidente na unidade e na oração constante entre os membros da Igreja primitiva.

Esta coesão não era superficial, mas enraizada em uma convicção comum e na esperança em Cristo.

A Igreja é um refúgio espiritual e emocional para seus membros, um lugar onde podiam encontrar aceitação, amor e apoio.

Este senso de pertencimento é fundamental para o bem-estar espiritual e emocional dos crentes.

Ele proporciona uma rede de suporte essencial em momentos de dificuldade e dúvida.

O pertencimento fortalece o testemunho da Igreja ao mundo. Uma comunidade que vive em unidade e amor reflete o coração de Deus e atrai outros para Cristo.

Este senso de pertencimento é um poderoso lembrete de que, na Igreja, ninguém está sozinho.

Conclusão

As funções da Igreja, conforme ilustradas na Igreja primitiva, são tão relevantes hoje quanto eram nos tempos bíblicos.

Ensino, comunhão, serviço social, adoração, evangelismo e pertencimento são os pilares que sustentam a vida da comunidade de fé.

Estas práticas não são meros rituais, mas expressões vivas da fé em Cristo que transformam vidas e comunidades.

A Igreja é chamada a ser um farol de esperança, um refúgio de amor e um mensageiro da Boa Nova em um mundo que desesperadamente precisa de Cristo.

Portanto, que cada membro da comunidade de fé se comprometa a viver plenamente estas funções, contribuindo para a edificação da Igreja e para a expansão do Reino de Deus na terra.

Referências Bibliográficas

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudos Almeida. Tradução de João Ferreira de Almeida2ª edição, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999.

BRUCE, Frederick Fyvie. Atos: Introdução e Comentário. Série Cultura Bíblica. São Paulo: Editora Vida Nova, 1988.

STOTT, John Robert Walmsley. A Mensagem de Atos: Até os Confins da Terra. São Paulo: ABU Editora, 1992.

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