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Home / Bíblia / Velho Testamento / Livros Proféticos (Profecia) / A divisão dos livros proféticos

A divisão dos livros proféticos

A Bíblia, um dos livros mais influentes da história, é composta por diversos títulos. Entre esses títulos, destacam-se os Livros Proféticos, divididos em “Maiores” e “Menores”.

No contexto bíblico, os profetas são figuras centrais, mensageiros de Deus, cujas palavras foram registradas e preservadas ao longo dos séculos.

Este artigo explora as características dessa divisão, apresentando um panorama dos profetas e suas mensagens, e a relevância contemporânea dessas escrituras.

Classificação dos livros proféticos: maiores e menores

Essa classificação não se refere à importância ou ao impacto dos profetas durante seus ministérios, mas sim ao tamanho dos livros designados a eles.

Os profetas maiores (5 livros), Isaías a Daniel, têm livros mais extensos, enquanto os profetas menores, (12 livros), Oseias a Malaquias, possuem escritos mais breves.

Esta classificação não foi definida pelos próprios profetas, mas por Agostinho de Hipona (354 d.C. — 430 d.C.), refletindo uma organização mais sistemática do cânone bíblico.

Os Profetas Maiores

Os profetas maiores incluem Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. São considerados maiores por ser escritos, mas volumosos.

Isaías, é conhecido por suas profecias messiânicas e por visões sobre o Reino de Deus.

Jeremias, é lembrado por suas mensagens de advertências e esperança durante a queda de Jerusalém.

Ezequiel, destacou-se por suas visões simbólicas e ênfase na restauração de Israel.

Daniel, é conhecido por suas profecias apocalípticas e relatos de fé inabalável.

Os Profetas Menores

Os doze profetas menores, cujos livros formam uma seção única na Bíblia Hebraica, incluem Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Esses profetas, abordaram temas como justiça social, arrependimento e a vinda do Messias.

Seus escritos, embora breves, são ricos em imagens poéticas e ensinamentos profundos.

Cada um, a seu modo, contribuiu significativamente para a compreensão da relação entre Deus e seu povo.

Locais de atuação dos profetas

Os profetas bíblicos atuaram em diversas regiões, refletindo o contexto geopolítico de suas épocas.

  • Isaías: profetizou durante os reinados de vários reis de Judá (Reino do Sul).
  • Jeremias: exerceu seu ministério profético durante diversos reis de Judá (Reino do Sul).
  • Ezequiel: pertencente ao Reino do Sul, foi profeta do exílio, durante o cativeiro babilônico (Babilônia).
  • Daniel: pertencente ao Reino do Sul, foi levado ao palácio babilônico, exerceu seu ministério durante o cativeiro (Babilônia).
  • Oséias: profetizou durante no reino de Judá (Reino do Sul), quanto no reino de Israel (Reino do Norte).
  • Joel: foi um profeta que cumpriu seu ministério em Judá (Reino do Sul).
  • Amós: um profeta de Judá (Reino do Sul), mas também viajou para profetizar em Samaria, Israel (Reino do Norte).
  • Obadias: profetizou contra Edom, provavelmente durante o exílio de Judá (Reino do Sul).
  • Jonas: um profeta de Israel (Reino do Norte), profetizou também em Nínive, capital da Assíria.
  • Miquéias: residia em Judá (Reino do Sul), mas Israel (Reino do Norte), também foi alvo de suas profecias.
  • Naum: pertencia aJudá (Reino do Sul), suas profecias são direcionadas exclusivamente a Nínive, capital do Império Assírio.
  • Habacuque: profetizou em Judá (Reino do Sul), pouco antes do cerco babilônico de Jerusalém.
  • Sofonias: desempenhou seu ministério em Judá (Reino do Sul), profetizou durante o reinado de Josias.
  • Ageu: morador de Jerusalém, exerceu seu ministério no Reino do Sul, após retorno dos judeus do exílio babilônico.
  • Zacarias: da mesma época de Ageu, exerceu o ministério profético em Jerusalém (Reino do Sul).
  • Malaquias: exerceu seu ministério em Jerusalém (Reino do Sul), ultimo profeta do Novo Testamento.

Esses contextos diferentes influenciaram as mensagens proféticas, adaptando-se às necessidades e desafios específicos de cada época.

Cronologia dos ministérios dos profetas

A cronologia dos profetas varia, estendendo-se por vários séculos.

  • Joel: em torno de 850 a.C.
    • Conhecido por suas profecias sobre o “Dia do Senhor”, ministrou num período marcado por desastres naturais e ameaças externas.
  • Jonas: em torno de 780 a.C.
    • O ministério de Jonas é notável pela sua missão em Nínive, capital assíria, destacando a misericórdia divina além das fronteiras de Israel.
  • Amós: em torno de 760 a.C.
    • Um pastor de Tecoa, focou suas profecias na justiça social.
  • Oseias: em torno de 750 a.C.
    • Suas mensagens eram frequentemente simbólicas, enfatizando a infidelidade de Israel e a fidelidade de Deus.
  • Isaías: em torno de 740 a.C.
    • É conhecido por suas profecias messiânicas e visões sobre a salvação e restauração de Israel.
  • Miquéias: em torno de 735 a.C.
    • Focou-se na justiça social, na liderança corrupta de Israel e em profecias sobre o Messias.
  • Naum: em torno de 663 a.C.
    • Profetizou a queda de Nínive e a justiça divina contra a opressão assíria.
  • Sofonias: em torno de 640 a.C.
    • Focou em temas como o Dia do Senhor e o julgamento iminente.
  • Jeremias: em torno de 626 a.C.
    • Viveu durante a queda de Jerusalém e exortou o povo ao arrependimento e à renovação da aliança com Deus.
  • Habacuque: em torno de 612 a.C.
    • Conhecido por perguntar Deus sobre a injustiça, e por receber respostas que enfatizam a fé e a soberania divina.
  • Daniel: em torno de 605 a.C.
    • Notável por suas profecias apocalípticas e histórias de fé, vividas durante o exílio babilônico.
  • Ezequiel: em torno de 592 a.C.
    • Um profeta maior, que trouxe mensagens de julgamento, esperança e restauração.
  • Obadias: em torno de 586 a.C.
    • Foca na repreensão das zombarias de Edom e na restauração do cativo de Israel.
  • Ageu: em torno de 520 a.C.
    • Encorajou o povo judeu a reconstruir o Templo de Jerusalém após o retorno do exílio.
  • Zacarias: em torno de 520 a.C.
    • Contemporâneo de Ageu, é conhecido por suas visões simbólicas e mensagens sobre a restauração e o futuro Messias.
  • Malaquias: em torno de 433 a.C.
    • O último dos profetas menores, focou em temas como o dízimo, o sacerdócio prejudicado, e a vinda do “mensageiro do pacto”.

Relevância contemporânea dos profetas

A mensagem dos profetas bíblicos transcende o contexto histórico, oferecendo lições valiosas para a contemporaneidade.

Eles abordam temas universais como justiça, retidão, misericórdia e a necessidade de um relacionamento íntimo com Deus.

As profecias messiânicas, especialmente, continuam sendo uma fonte de esperança e inspiração para muitos cristãos.

Além disso, a ênfase profética na justiça social e no cuidado para com os marginalizados ecoa fortemente nos desafios atuais, incentivando uma fé que se manifeste em ações concretas e compassivas.

Conclusão

Os livros proféticos da Bíblia, divididos em Maiores e Menores, especificamente com mensagens divinas entregues em diferentes contextos históricos e geográficos.

Essa divisão, baseada mais no tamanho dos escritos do que em sua importância, revela a diversidade e a profundidade da experiência profética.

Os profetas, com suas palavras de juízo e esperança, não apenas moldaram o curso da história bíblica, mas também continuaram a influenciar o pensamento dos cristãos da atualidade.

Suas mensagens, comunicações de significado atemporal, desafiam, confortam e inspiram, convidando à reflexão e à transformação contínua.

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